O Ministério da Saúde divulgou que o Brasil registra 195 notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas. Desse total, 14 casos foram confirmados e 181 seguem sob investigação. Os dados foram compilados a partir de notificações enviadas por estados ao Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).
São Paulo concentra o maior número de registros, com 162 notificações, sendo 14 confirmações e 148 casos ainda em análise. Outros estados também apresentam casos suspeitos: Pernambuco (11), Mato Grosso do Sul (5), Paraná (3), Bahia (2), Goiás (2), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1), Rondônia (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (1) e Paraíba (1).
Até o momento, 13 óbitos estão sob investigação, com a seguinte distribuição por estado: São Paulo (7), Pernambuco (3), Bahia (1) e Mato Grosso do Sul (1). Uma morte já foi confirmada em São Paulo como resultado da intoxicação por metanol. O governo paulista confirmou um segundo óbito pelo mesmo motivo.
Diante do crescente número de casos e da gravidade da situação, o Ministério da Saúde determinou que estados e municípios notifiquem imediatamente qualquer suspeita de intoxicação por metanol. A medida visa fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida aos casos suspeitos. Foi instalada uma sala de situação para monitorar os casos, que permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de acompanhamento nacional.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave. A substância, ao ser metabolizada pelo organismo, produz compostos tóxicos que podem levar à morte. Os principais sintomas incluem visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese. Em caso de suspeita de intoxicação, é fundamental procurar atendimento médico de emergência imediatamente e informar as autoridades de saúde. É importante notificar outros indivíduos que possam ter consumido a mesma bebida, para que também busquem avaliação médica.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br