O ministro da Saúde esteve em Beijing, na China, onde realizou uma visita oficial ao hospital universitário Tiantan, considerado um modelo de hospital inteligente. A unidade se destaca por oferecer acompanhamento e assistência contínuos aos pacientes, mesmo após a alta hospitalar ou consulta, utilizando tecnologias de ponta.
Segundo o ministro, essa abordagem inovadora permite registrar todas as informações do paciente, promovendo debates médicos aprofundados e otimizando a preparação para as consultas. Essa metodologia tem o potencial de reduzir custos e aprimorar significativamente a qualidade do atendimento prestado.
No Brasil, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) planeja instalar uma unidade em São Paulo, com previsão de início de operação para o final de 2027. A expectativa é que este seja o primeiro hospital público inteligente do país, oferecendo 800 leitos para atendimento de emergência de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências.
O ministro ressaltou que o hospital inteligente facilitará a integração com a rede de atenção em todas as etapas, desde a atenção primária até os serviços de urgência e emergência e a alta complexidade, garantindo um cuidado mais ágil, eficaz e humanizado. “É a tecnologia a serviço do SUS, do médico ao paciente, da formação profissional à assistência”, afirmou.
O governo brasileiro solicitou financiamento ao Banco de Desenvolvimento dos Brics para viabilizar a construção de um hospital com características semelhantes aos modelos encontrados na China e na Índia. A decisão da instituição financeira sobre o pedido de financiamento é aguardada para o final deste ano.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br