O Ministério da Saúde anunciou uma ação de mobilização nacional contra a dengue, programada para o próximo sábado (8). A iniciativa visa conscientizar a população, gestores e profissionais da saúde sobre a importância das medidas preventivas contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a necessidade de atenção contínua, especialmente com a proximidade do período de maior incidência das doenças, entre novembro e maio. A ação faz parte da campanha nacional “Não Dê Chance para Dengue, Zika e Chikungunya”, lançada nesta semana.
Dados do ministério revelam que, em 2025, foram registrados 1.611.826 casos prováveis de dengue e 1.688 óbitos. Apesar dos números serem inferiores em relação ao mesmo período de 2024, a pasta considera a situação ainda preocupante, especialmente devido ao aumento de municípios em estado de alerta para a dengue. Uma pesquisa recente indicou que pelo menos 30% das cidades brasileiras se encontram nesta situação.
O secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, ressaltou que mais de 80% das larvas do Aedes aegypti são encontradas em ambientes domiciliares, em locais como vasos de plantas, pneus, caixas d’água e outros recipientes que acumulam água.
Até o momento, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul são os estados com o maior número de casos prováveis de dengue. São Paulo também lidera o número de óbitos.
O ministério informou que está preparando a rede de saúde para um possível aumento de casos, reforçando a assistência, instalando centros de hidratação e distribuindo insumos e equipamentos.
A principal aposta do governo para o enfrentamento da dengue é a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com um fabricante chinês. A expectativa é que a Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o imunizante até o fim do ano, permitindo que as primeiras doses sejam aplicadas em 2026. A farmacêutica chinesa WuXi Biologics deverá produzir e entregar 40 milhões de doses da vacina no próximo ano. Após a aprovação da Anvisa, especialistas definirão a estratégia de imunização.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br