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suspeita de meningite. O menino enfrentou negações de atendimento em vários hosp
Reprodução G1

O caso trágico de Eloan Guilherme Soares, um adolescente de 15 anos que faleceu no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, conhecido como PSM da 14 de Março, em Belém, levantou sérias questões sobre a qualidade do atendimento médico na unidade. O jovem, que apresentava sintomas de meningite, ficou à espera de tratamento adequado em um cenário marcado pela falta de neurocirurgiões e interrupção dos serviços de neurologia.

Descaso e negligência no atendimento

Eliel Soares, pai de Eloan, expressou sua indignação em entrevista ao g1, afirmando que a situação foi um “descaso total”. A família viajou 143 km de Igarapé-Miri até Belém com um encaminhamento médico, apenas para enfrentar negações de atendimento em diversos hospitais antes de chegar ao PSM. Segundo Eliel, a falta de neurocirurgiões, que estavam em greve devido a atrasos nos pagamentos, contribuiu para a deterioração da saúde do filho.

Histórico de atendimento e agravamento do quadro

Eloan chegou ao PSM no dia 17 de março, após tentativas frustradas de atendimento em outros hospitais. No PSM, ele passou por uma cirurgia de emergência para drenar líquido do cérebro, mas o material coletado desapareceu, obrigando a repetição de exames. O pai relatou que, apesar de constantes coletas de sangue, os médicos não conseguiam fornecer um diagnóstico claro sobre a condição do filho.

Condições precárias e falta de suporte

Durante a internação, Eloan foi mantido em condições inaceitáveis, amarrado à cama e sem hidratação adequada. O pai descreveu momentos de desespero, onde ele pedia água para o filho, que estava sedento, mas não era autorizado a se aproximar. A situação se agravou até que, no dia 21 de março, a família recebeu a notícia da morte do adolescente.

Repercussão e ações legais

O caso de Eloan não é isolado. O PSM da 14 de Março enfrenta uma grave crise na área de neurocirurgia, com pacientes aguardando atendimento nos corredores. O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) denunciou a situação, que se arrasta há mais de duas semanas devido à falta de profissionais. Em resposta, a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) entrou com uma ação contra a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), cobrando explicações sobre a crise e a falta de neurocirurgiões.

Expectativas de justiça e mudanças

Eliel Soares clama por justiça, não apenas para seu filho, mas para que outros não passem pela mesma experiência dolorosa. Ele destacou que a família pagou impostos e esperava um atendimento digno em momentos de necessidade. A prefeitura, por sua vez, anunciou a contratação emergencial de neurologia, mas o CRM-PA criticou as tentativas de desviar recursos para unidades privadas em detrimento do atendimento público.

O caso de Eloan Guilherme Soares é um triste lembrete da importância de um sistema de saúde que funcione adequadamente e da necessidade urgente de melhorias nos serviços prestados à população.

Fonte: g1.globo.com

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