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BZtQ/globo
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O Brasil e os Estados Unidos firmaram um acordo significativo para o combate ao crime organizado, que promete fortalecer a segurança nas fronteiras e melhorar a troca de informações entre os dois países. A parceria visa principalmente o combate ao tráfico de armas e drogas, com ações conjuntas e um sistema de dados em tempo real.

Troca de informações em tempo real

A nova colaboração permitirá que a Receita Federal do Brasil troque informações com a Agência de Fronteiras dos Estados Unidos sobre cargas enviadas por via marítima ou aérea. Isso significa que, antes mesmo da chegada dos contêineres ao Brasil, a Receita poderá identificar produtos ilegais e acionar a Polícia Federal para apreensões.

Foco no tráfico de armas

O principal objetivo do acordo é o combate ao tráfico de armas, que alimenta o crime organizado. Nos últimos 12 meses, o Brasil apreendeu mais de 500 kg de armas traficadas, muitas delas provenientes da Flórida. Essas armas frequentemente chegam em peças separadas, dificultando sua identificação.

Integração de dados e inteligência

Os dados de inteligência da Agência de Fronteiras dos EUA serão integrados ao programa brasileiro Desarma, que compila informações sobre apreensões de armas, incluindo tipo de material, origem e logística. Essa integração permitirá uma resposta mais rápida e eficaz às ameaças.

Combate ao tráfico de drogas

Além do tráfico de armas, o acordo também se estende ao combate ao tráfico de drogas. Nos primeiros três meses de 2026, foram apreendidas 1,5 tonelada de drogas, principalmente sintéticas, no Aeroporto de Guarulhos, evidenciando a urgência da colaboração entre os países.

Implicações políticas e diplomáticas

A assinatura deste acordo ocorre em um contexto delicado, onde o governo americano está considerando classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. O Brasil expressa preocupações sobre possíveis intervenções militares e busca estratégias diplomáticas para evitar que essa discussão avance.

Com a implementação deste acordo, espera-se um avanço significativo no combate ao crime organizado, promovendo uma maior segurança nas fronteiras e uma resposta mais ágil às atividades criminosas.

Fonte: g1.globo.com

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