A Prefeitura de Tangará da Serra, localizada a 242 km de Cuiabá, decretou emergência na saúde pública após a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atingir 100% de sua capacidade na última sexta-feira (10). O decreto, que tem validade de 180 dias, permite a implementação de ações emergenciais, incluindo a contratação de profissionais, aquisição de insumos e aluguel de equipamentos e leitos da rede privada.
emergência: cenário e impactos
Alta demanda por atendimentos e superlotação
A situação crítica na UPA não se limita apenas ao atendimento emergencial. A alta demanda se estende também a consultas médicas e internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Desde o início do mês, a taxa média de ocupação nos serviços de saúde do município foi de 84%, com as UTIs e a clínica médica apresentando taxas alarmantes de 95% e 98%, respectivamente.
Impacto das doenças respiratórias
O aumento na demanda por atendimentos está diretamente relacionado ao crescimento de casos de doenças respiratórias, que tem pressionado os serviços de saúde. A UPA, que serve como porta de entrada para os primeiros atendimentos, tem operado acima da capacidade por cerca de três meses, levando a uma situação de superlotação.
Medidas emergenciais adotadas
Com a superlotação, a administração municipal tomou medidas drásticas. Salas anteriormente utilizadas para serviços administrativos foram transformadas em leitos para acomodar pacientes. Além disso, alguns pacientes têm sido improvisadamente acomodados em corredores, evidenciando a gravidade da situação.
Expectativas e desafios futuros
O decreto de emergência é um passo necessário para tentar mitigar a crise, mas os desafios permanecem. A contratação de novos profissionais e a aquisição de insumos são medidas urgentes que precisam ser implementadas rapidamente para evitar um colapso total no sistema de saúde local. A população aguarda ansiosamente por melhorias nos serviços, enquanto as autoridades buscam soluções para enfrentar essa crise de saúde pública.
Fonte: g1.globo.com