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© Agência Brasil/Marcello Casal Jr./Arquivo
© Agência Brasil/Marcello Casal Jr./Arquivo

No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. Um estudo divulgado nesta segunda-feira (13) e realizado por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, revela que em média, considerados todos os perfis de gestantes, a cobertura entre a primeira e a sétima consulta cai de 99,4% para 78,1%.

Mulheres com menor escolaridade são as menos atendidas no pré-natal

De acordo com a pesquisa, as grávidas com menor escolaridade são as que menos completam o pacote de consultas do pré-natal. Enquanto gestantes com maior nível de educação formal alcançam 86,5% de cobertura, aquelas que ficaram mais tempo fora da escola têm apenas 44,2% de acompanhamento completo.

Desafios específicos para indígenas e regiões do país

As indígenas com baixa escolaridade enfrentam grandes obstáculos para garantir o acompanhamento adequado no pré-natal, com apenas 19% delas seguindo a quantidade recomendada de consultas. Além disso, gestantes da Região Norte apresentam apenas 63,3% de cobertura, enquanto Sudeste e Sul lideram com 81,5% e 85%, respectivamente.

Recomendações e perspectivas para melhorias no pré-natal

Os pesquisadores sugerem políticas específicas para gestantes adolescentes e a importância de medidas para combater o racismo estrutural. A pesquisadora Luiza Eunice destaca a necessidade de oferecer suporte e acesso facilitado às unidades de saúde, além de promover programas educacionais e de conscientização sobre a importância do pré-natal.

Evelyn Santos, da Umane, ressalta a importância de suprir as demandas das gestantes com maior vulnerabilidade, independentemente de sua localização, cor ou nível de escolaridade. Ela destaca a necessidade de um sistema de saúde proativo e acessível a todas as mulheres.

Em um cenário onde o pré-natal é essencial para a saúde materno-infantil, é fundamental garantir que todas as gestantes, especialmente aquelas em situações de maior vulnerabilidade, tenham acesso pleno a esse acompanhamento tão crucial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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