Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado rejeitaram o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que, entre outros pontos, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Foram seis votos contrários e quatro a favor do parecer. Com isso, a CPI encerra os trabalhos sem um documento final.
Presidente da CPI critica prorrogação não concedida
Antes da votação do relatório, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o fato de os trabalhos não terem sido prorrogados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Posicionamento do presidente da CPI em relação ao STF
Contarato criticou o STF por dificultar a oitiva de depoentes, o que impediu a CPI de coletar provas de forma mais ampla.
Votação e divisão de opiniões entre os senadores
A favor do relatório votaram: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (NOVO-CE), Espiridião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES). Contra o relatório: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).
Críticas ao relatório e posição do governo
O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também criticou o relatório, destacando que uma CPI não deve ser um espaço de disputa política, mas sim de investigação.
Relatório e investigações realizadas pela CPI
A CPI investigou o modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país, além de crimes relacionados às atividades econômicas, lavagem de dinheiro e infiltração no Poder Público.
O relatório apresentado após 120 dias de trabalho propõe medidas para combater o avanço da criminalidade e traz um retrato do funcionamento do crime organizado no Brasil.
Conclusão e expectativas futuras
Apesar da rejeição do relatório, o senador Alessandro Vieira acredita que as investigações continuarão e que a pauta não será adiada indefinidamente.
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