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Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9%
Guerra leva FMI a reduzir projeção de crescimento global; Brasil deve ter alta de 1,9%

O Banco Mundial está se preparando para mobilizar entre US$ 80 bilhões e US$ 100 bilhões em financiamento nos próximos 15 meses, visando apoiar países severamente impactados pela guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo presidente da instituição, Ajay Banga, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas na última terça-feira.

Financiamento emergencial e realocação de recursos

O pacote de ajuda incluirá entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões nos próximos meses, através de uma janela de resposta à crise que permite a retirada antecipada de até 10% dos fundos de programas já aprovados. Além disso, outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões poderão ser obtidos pela realocação de programas existentes em um período de cerca de seis meses.

Impacto da guerra na economia global

Os comentários de Banga refletem a crescente preocupação com os efeitos da guerra sobre o crescimento econômico global e a inflação. O FMI, por sua vez, revisou para baixo suas projeções de crescimento, atribuindo a alta dos preços da energia como um dos principais fatores. Sem o conflito, a previsão de crescimento global teria sido ajustada para 3,4%.

Possíveis cenários futuros

Se a guerra se prolongar e houver necessidade de mais recursos, o Banco Mundial poderá utilizar seu balanço patrimonial para encontrar financiamento adicional. Banga destacou a importância de criar um conjunto de ferramentas com capacidade de resposta escalonada, dependendo da evolução da situação.

Negociações com países afetados

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, também se pronunciou sobre a situação, mencionando que a economia global pode se recuperar rapidamente se o conflito for resolvido em breve. Contudo, se a guerra se estender, as consequências serão mais severas. O FMI está em negociações com países que enfrentam dificuldades devido ao aumento dos preços da energia e interrupções nas cadeias de suprimentos.

Medidas a serem adotadas

Ambos os líderes instaram os países a focarem em medidas específicas e temporárias para mitigar o impacto do aumento dos preços da energia, evitando subsídios que possam agravar ainda mais a inflação.

Fonte: g1.globo.com

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