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Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação Reprodução/TV Globo
Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação Reprodução/TV Globo

O crescente uso de inteligência artificial nas universidades brasileiras tem levado as instituições a estabelecer diretrizes claras para o seu uso por alunos. Com o objetivo de garantir que a tecnologia não comprometa o aprendizado, manuais e guias estão sendo desenvolvidos para orientar tanto estudantes quanto professores.

Diretrizes para o uso responsável da IA

As universidades, como a Universidade Federal da Bahia, estão focadas em promover um aprendizado crítico e consciente. O professor Adriano Peixoto, que participou da elaboração de um guia na UFBA, destaca a importância de os alunos aprenderem a utilizar a tecnologia de forma eficaz. “Queremos que o aluno desenvolva um senso crítico e saiba utilizar a IA como uma ferramenta de apoio”, afirma.

Limitações e permissões no uso da IA

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) permite que os alunos utilizem a IA para tarefas como tradução de textos e elaboração de resumos, mas proíbe o uso de respostas geradas pela IA sem qualquer modificação. O uso da IA durante provas, sem autorização, é considerado fraude acadêmica. A ideia é que a IA funcione como um assistente, e não como um substituto do trabalho do estudante.

A importância da transparência no uso da IA

Os alunos são incentivados a declarar quando utilizam a IA em seus trabalhos. Felipe Sarlo, um dos estudantes, menciona que ele pede à IA para fazer uma varredura de artigos relevantes, mas ressalta que a tecnologia nem sempre fornece informações corretas. Na UFBA, os professores podem exigir que os alunos informem os comandos dados à IA e as respostas obtidas.

Desafios na fiscalização do uso da IA

Um dos desafios enfrentados pelas universidades é a fiscalização do cumprimento das regras. O professor Luiz Leduíno de Salles Neto, da Unifesp, comenta que existem ferramentas que podem detectar textos gerados por IA, mas que essas ferramentas podem apresentar falsos positivos. Assim, a ética de alunos e professores se torna fundamental para a implementação dessas diretrizes.

Transformações na prática pedagógica

Com a introdução da IA na educação, especialistas acreditam que a prática pedagógica deve evoluir. O professor Fernando Floriano, da Unesp, sugere que as aulas devem incorporar dinâmicas que incentivem a interação dos alunos e a apresentação de resultados obtidos com o uso dessas ferramentas. O Conselho Nacional de Educação está trabalhando em diretrizes que devem ser publicadas até o meio do ano, abrangendo o uso da IA em todas as etapas de ensino.

Fonte: g1.globo.com

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