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No município de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o catador Paulo Ricardo, de 62 anos, encontrou uma solução criativa para proteger seus cães do calor intenso. Ele construiu um carrinho adaptado, permitindo que seus fiéis companheiros, Maia, Viqui e Toquinho, o acompanhem em suas atividades diárias.

Inspiração e necessidade: a criação do carrinho

Paulo percebeu que o chão quente da cidade prejudicava as patinhas dos cães, especialmente durante os dias mais quentes. “O primeiro foi o Toquinho. Eu senti que ele cansava muito. E é muito perigoso o trânsito em Capão quando tem movimento”, explica. A ideia de construir um carrinho surgiu como uma forma de garantir o conforto e a segurança dos animais durante suas caminhadas.

Um lar para os animais abandonados

Além de cuidar de seus cães, Paulo também se dedica a resgatar animais abandonados. Um de seus cães, por exemplo, foi deixado amarrado e sem comida. “Deixaram o cachorrinho amarrado e abandonado para morrer”, lamenta. Para ele, cuidar dos animais é uma forma de retribuir o amor que recebe deles.

Construção do carrinho: esforço e colaboração

O carrinho foi feito com materiais que Paulo conseguiu com a ajuda de amigos e do próprio trabalho. “Fui comprando madeira, pedindo ajuda para um e para outro. Fui recortando e eu mesmo fiz”, conta. O projeto inclui dois compartimentos: um para as latas e garrafas que coleta e outro para os cães, protegido do sol e com ventilação adequada.

Momentos de lazer na natureza

Nos finais de semana, Paulo e seus cães aproveitam para acampar na lagoa, onde passam dias em contato com a natureza. “Enquanto eu trabalho, eles vão comigo aonde eu for. Eles adoram ficar lá na natureza”, afirma. Para ele, esses momentos são uma forma de fortalecer o vínculo com seus animais e proporcionar a eles experiências enriquecedoras.

O amor pelos animais como motivação

Paulo expressa seu amor pelos animais de forma sincera: “Eu faço isso porque eu gosto dos bichinhos, eu amo passarinho, amo gato, amo cachorro, eu amo leão. Não posso ficar vendo eles sofrer”. Essa dedicação reflete não apenas um compromisso com os animais, mas também uma profunda conexão emocional que ele estabelece com eles ao longo de sua jornada.

Fonte: g1.globo.com

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