PUBLICIDADE

tagem do Fantástico ouviu relatos de mulheres que denunciam abusos sexuais comet
Reprodução G1

Uma série de denúncias de importunação sexual contra o cardiologista Daniel Kollett, de 55 anos, chocou o Rio Grande do Sul. Mais de 40 mulheres relataram abusos ocorridos durante consultas e exames, levando à prisão do médico em Taquara, a cerca de 86 quilômetros de Porto Alegre. A situação foi revelada em uma reportagem do programa Fantástico, que ouviu relatos impactantes de várias vítimas.

Investigações e padrão de abusos

As investigações começaram após três pacientes procurarem a polícia. A partir da prisão do médico, outras 39 mulheres também registraram denúncias. Os relatos apresentam um padrão alarmante: os abusos frequentemente ocorriam no consultório ou em salas de exames. Muitas vítimas relataram que o médico inicialmente se mostrava simpático e atencioso, mas que seu comportamento rapidamente se tornava inadequado.

Casos graves de violência

Alguns relatos são particularmente graves. Uma paciente afirmou que foi estuprada durante uma consulta, descrevendo um episódio em que o médico apagou as luzes e tentou abrir suas calças. Outra mulher, uma enfermeira, relatou que acordou durante um plantão com o médico sobre seu corpo, com as calças abaixadas. Essas histórias revelam a vulnerabilidade em que muitas das vítimas se encontravam.

Reações e apoio às vítimas

A Polícia Civil destacou que o médico se aproveitava da inexperiência de suas pacientes, muitas das quais nunca haviam ido a um cardiologista antes. A legislação brasileira garante o direito de acompanhantes durante consultas, um aspecto que muitas vítimas passaram a considerar após desconfiarem do comportamento do médico. Uma paciente de 75 anos, por exemplo, decidiu ir acompanhada às consultas e notou uma mudança na atitude do médico.

Consequências e futuro do médico

O médico foi indiciado por violação sexual mediante fraude e está sendo investigado por estupro e estupro de vulnerável. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul abriu uma sindicância para apurar os fatos. Se as denúncias forem confirmadas, ele poderá perder seu registro profissional. A defesa de Kollett nega as acusações e um pedido de liberdade está em análise na Justiça.

Vozes que se levantam

As vítimas decidiram falar publicamente para encorajar outras a denunciarem situações semelhantes. Uma delas afirmou: “Se alguém mais passou por isso, denuncie. Só assim a justiça pode ser feita.” Outro depoimento reforçou a ideia de que, juntas, as mulheres não são mais vozes isoladas, mas uma força coletiva em busca de justiça.

Fonte: g1.globo.com

Destaques Alagoas em Dia

Relacionadas

Menu